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Hospital de Transição: cuidado para uma recuperação segura e humanizada
21 jan 2026 • fabieli soares
O processo de recuperação de um paciente não termina, necessariamente, com a alta de um hospital tradicional. Em muitos casos, apesar da melhora do quadro agudo, a pessoa ainda necessita de acompanhamento clínico, reabilitação e suporte multiprofissional para recuperar sua autonomia e retornar ao lar com segurança e qualidade de vida. É nesse momento que o hospital de transição exerce um papel fundamental.
Os hospitais de transição são unidades de cuidado intermediário destinadas a pacientes que não necessitam mais de internação em UTI ou de uma internação em hospital geral, já superaram a fase aguda do adoecimento e, portanto, não apresentam indicação técnica para sua permanência, mas que ainda demandam acompanhamento clínico contínuoe reabilitação estruturada. Seu principal objetivo é garantir um seguimento médico estruturado, com assistência multiprofissional integrada e fortalecimento do suporte à reabilitação, promovendo a recuperação funcional de forma gradual, segura e humanizada. O cuidado é direcionado não apenas ao paciente, mas também à sua família, preparando ambos para a continuidade do tratamento no ambiente domiciliar.
Diferente do ambiente hospitalar tradicional, o hospital de transição oferece uma estrutura voltada à reabilitação e à retomada da independência respeitando sempre o tempo e os limites dos pacientes, com menor risco de infecções, ambiente mais tranquilo e acompanhamento próximo de uma equipe multiprofissional com cuidado individualizado. Nesse modelo de cuidado, o foco não é apenas tratar a doença, mas restabelecer capacidades, prevenir complicações e evitar reinternações desnecessárias.
A assistência é realizada por uma equipe integrada, composta por médicos, enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, entre outros profissionais, que atuam de forma coordenada para acompanhar a evolução clínica e funcional do paciente. A equipe técnica de desospitalização da Amafresp esclarece que não existe um tempo mínimo ou máximo de permanência em um hospital de transição. O período varia conforme as necessidades clínicas e a resposta ao processo de reabilitação.
“Há casos em que a permanência é de uma semana, em outros pode chegar a 60 dias ou mais. O mais importante é garantir que o paciente retorne para casa em melhores condições, com segurança e qualidade de vida”, destacou a assistente social, Juliana Bigaran, que faz parte da equipe de desospitalização da Amafresp.
Em outros casos, como pacientes paliativos, quando não há indicação de reabilitação plena, é essencial garantir conforto, dignidade e acolhimento, tanto para o paciente em finitude quanto para sua família. É nesse contexto também que o hospitalde transição se torna fundamental.
A indicação do hospital de transição é feita pelo médico, em conjunto com a equipe de desospitalização da Amafresp, que atua de forma integrada para avaliar cuidadosamente o quadro clínico e definir o melhor momento e local para a continuidade do cuidado.
Benefícios do hospital de transição
Entre os principais benefícios desse modelo de cuidado estão:
- Menor risco de infecções e contaminações hospitalares;
- Ambiente mais tranquilo e adequado à recuperação;
- Acompanhamento por equipe multidisciplinar (médicos, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros);
- Reabilitação contínua e personalizada;
- Preparação gradual do paciente e da família para o retorno ao domicílio;
- Redução de reinternações desnecessárias.
É comum que o hospital de transição seja confundido com casas de repouso ou instituições de longa permanência. No entanto, são propostas completamente diferentes. A principal diferença é que um hospital de transição foca na reabilitação temporária para que o paciente retorne para casa, enquanto uma casa de repouso (ou instituição de longa permanência) é uma residência permanente para idosos que necessitam de assistência contínua no dia a dia.
Ressaltamos que a cobertura oferecida pela Amafresp contempla o hospital de transição, reconhecido por seu papel estratégico no processo de recuperação do paciente. Esse modelo assistencial tem como foco a retomada da autonomia, a capacitação de familiares e cuidadores e a garantia de um retorno seguro ao lar, contribuindo significativamente para a redução do risco de reinternações hospitalares. “Esse modelo reforça o nosso compromisso com a atenção integral à saúde, assegurando que cada filiado receba o cuidado adequado, no momento certo e no ambiente mais apropriado para sua recuperação”, destacou a gerente de relacionamento, Rosângela Lázaro.
