Há mais de 58 anos, a Amafresp cuida da saúde dos associados da Afresp por meio do modelo de autogestão. Isso significa que o plano é administrado pelos próprios associados, sem finalidade de lucro, o que contribui para a manutenção de custos mais equilibrados quando comparados aos planos de mercado.
“Diferentemente dos planos tradicionais, a Amafresp não trabalha com mensalidades pré-fixadas. Dessa forma, o custeio é realizado por meio de um sistema de cotas, no qual as despesas assistenciais são rateadas entre todos os filiados de acordo com a quantidade de cotas atribuídas a cada beneficiário,” explicou o diretor da Amafresp, Alexandre Lania.
Como funciona o sistema de cotas?
Todos os meses, a Amafresp apura o valor total das despesas com assistência à saúde, incluindo consultas, exames, internações, terapias, procedimentos médicos e demais custos relacionados ao atendimento dos beneficiários.
Ao final do mês, esse valor é dividido pelo número total de cotas existentes no sistema. O resultado corresponde ao valor unitário da cota daquele período.
Em outras palavras, o valor da cota varia de acordo com a utilização do plano pelos beneficiários. Quando as despesas assistenciais aumentam, o valor da cota tende a subir.

Como é calculado o valor da cota?
O cálculo considera:
- Total das despesas assistenciais do mês;
- Outras despesas diretamente relacionadas à assistência à saúde;
- Taxa de administração destinada à Afresp, atualmente de 6,5%;
- Quantidade total de cotas existentes no sistema.
O que acontece quando as despesas superam a arrecadação?
Em alguns meses, o valor efetivamente pago pelos serviços de saúde pode ser superior ao valor arrecadado por meio das cotas. Nessas situações, a diferença é coberta temporariamente pelo Fundo de Reserva da Amafresp. Esse fundo funciona como uma proteção financeira para garantir que todos os compromissos com a rede credenciada e os prestadores de serviços sejam honrados, além de atenuar alterações bruscas na sinistralidade.
Posteriormente, os recursos utilizados são recompostos gradualmente por meio de ajustes futuros no valor das cotas, preservando o equilíbrio financeiro do sistema.
O sistema de cotas da Amafresp é sustentado pelo princípio do mutualismo. Isso significa que todos contribuem para garantir a assistência à saúde de todo o grupo, permitindo que os recursos sejam compartilhados de forma equilibrada.
“Esse modelo tem sido a base da sustentabilidade da Amafresp ao longo de décadas, permitindo oferecer assistência de qualidade com gestão responsável e sem finalidade lucrativa”, explica Alexandre Lania.
Dados de junho de 2026
- Total de filiados: 18.357
- Total de cotas no sistema: 35.406,40
- Valor unitário da cota: R$ 930,00
- Fundo ANS: 47.000.000,00
- Fundo de Reserva: R$ 83.864.082,29
A importância da boa gestão
Além do princípio do mutualismo, a sustentabilidade de uma autogestão em saúde depende diretamente de uma administração técnica, responsável e eficiente. Isso envolve o acompanhamento permanente das despesas assistenciais, a gestão criteriosa dos recursos financeiros, a constituição de reservas adequadas, além do cumprimento das exigências regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A Amafresp também adota mecanismos de controle e gestão que contribuem para o equilíbrio do sistema. Entre eles estão as glosas administrativas e técnicas, que consistem na análise das cobranças apresentadas pelos prestadores de serviços. Quando são identificadas cobranças indevidas, duplicadas ou em desacordo com os contratos, os valores são contestados, evitando despesas desnecessárias para o plano.
Outro fator importante é a coparticipação, por meio da qual os beneficiários contribuem com uma parcela do custo de determinados procedimentos e atendimentos. Além de auxiliar no custeio da assistência, esse mecanismo incentiva o uso consciente dos serviços de saúde.
A Amafresp também busca constantemente descontos e melhores condições comerciais junto à rede credenciada e prestadores de serviços, promovendo maior eficiência na aplicação dos recursos e contribuindo para a moderação dos custos assistenciais.
Essas ações, somadas à gestão responsável das reservas financeiras e ao monitoramento contínuo das despesas, permitem preservar o equilíbrio econômico da autogestão e garantir a continuidade da assistência aos beneficiários.
“Uma autogestão sólida não depende apenas da contribuição dos filiados, mas também de uma gestão responsável, transparente e comprometida com a sustentabilidade do plano. Administrar bem os recursos, controlar despesas, negociar custos e acompanhar a utilização dos serviços são medidas fundamentais para garantir a continuidade da assistência e a segurança de todos os beneficiários”, finaliza o diretor da Amafresp, Alexandre Lania.
