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Apesar da inflação dos custos assistenciais, Amafresp mantém cota em R$ 600

21 jun 2022 • Victoria Souza

A cota de maio deste ano da Amafresp se manteve no valor de R$ 600,00, mesmo diante do aumento sistemático dos gastos assistenciais. Apenas a Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), considerada o principal indicador inflacionário do setor de saúde, foi de 27,7%, acumulados em 12 meses até setembro de 2021, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Mais recentemente, no final de maio deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste de 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares. Esse é o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. A ANS informou que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Porém, o cenário pode ser ainda pior, dependendo da faixa etária do usuário. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, em matéria de capa publicada em 31 de maio deste ano, quem muda de faixa etária paga, no final das contas, dois reajustes: o anual, linear, de 15,5% (aprovado pela ANS), e o aumento por ter ficado mais velho. Ainda segundo o Estadão, no caso do grupo de pessoas que, em 2022, completar 59 anos de idade, o rombo real no bolso será de 43,1% de aumento, em média. A surpresa é amarga também nas três faixas anteriores, para quem completar 44 anos (34,5% de aumento), 49 anos (36,7%) e 54 anos (37,8%).

Para manter o atual valor de R$ 600,00 por cota, a Amafresp tem adotado duas medidas de controle. A primeira contempla negociações com os prestadores de serviço no momento das renegociações contratuais anuais. A maior parte deles vem buscando reajustes alinhados com o IPCA, que fechou 2021 em 10,6%, ou do IGPM, que foi de 17,78% no ano passado. Após negociações, os reajustes aplicados ficaram entre 3,5 e 5%.

A segunda frente de trabalho foram as auditorias realizadas em cada prestador de serviço. Com isso, foi possível inibir cobranças indevidas e desnecessárias, sem perda de qualidade de atendimento para os filiados.

Sem essas medidas, apenas em 2021, a cota média da Amafresp poderia ter fechado em R$ 709,00 e não em R$ 588,00, que foi a cota média cobrada.

Segundo Janaína Zacarchenco, “com os esforços aplicados nas negociações contratuais e nas auditorias, conseguimos segurar o aumento da cota ano passado, mas este ano o desafio está sendo ainda maior. Os custos assistenciais continuam subindo e uma nova rodada de negociações com os prestadores já começou. Por isso, outras medidas precisarão ser adotadas. Caso contrário, ou aumentamos a cota, ou perdemos qualidade de atendimento. Durante as Reuniões Regionais ‘Juntos de Novo’ apresentamos diversas medidas que podem e devem ser adotadas para reduzirmos o patamar da cota e agora seguiremos os próximos passos para implantá-las”, frisou.

A redução do patamar do valor da cota é um compromisso da atual gestão com toda a classe, que passa por um dos seus momentos remuneratórios mais difíceis. Por isso, a Amafresp está trazendo as melhores práticas de mercado, alicerçadas no seguinte tripé: cuidados preventivos, fidelização da rede credenciada e controles contra abusos e usos indevidos do plano de saúde.

Ajude a controlar o patamar do valor da cota por meio do uso consciente e de medidas preventivas. E acompanhe pelos canais de Comunicação da Afresp e da Amafresp as novidades sobre as iniciativas de gestão que serão implantadas.